Melanoma

Você pode estar entre os 6 mil brasileiros que terão melanoma até o fim do ano?

By agosto 24, 2018 No Comments

O câncer de pele é o mais comum entre todos os cânceres e o melanoma, um tipo menos frequente, mas mais agressivo da doença, representa apenas 1% de todos os diagnósticos. Apesar disso, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que até o fim do ano sejam diagnosticados 6.260 novos casos no Brasil. E você não precisa morar na praia para estar entre eles.

O melanoma responde pela maioria das mortes causadas por câncer de pele. Isso porque se trata de um câncer com grande tendência a metástase e que muitas vezes é diagnosticado quando as chances de tratamento já são poucas. Mas essa realidade pode e deve ser transformada, e o primeiro passo para isso é conhecer a doença e, mais importante, seu próprio corpo.

Posso ter melanoma?

De todos os novos casos estimados pelo Inca, 2.920 deverão ser homens e 3.340, mulheres. De acordo com a instituição, há uma tendência de aumento das taxas da doença no país nos últimos 30 anos, o que pode ser explicado pelo envelhecimento da população: o risco de melanoma aumenta com a idade, sendo a média atual do diagnóstico aos 63 anos. Mas esse tipo de câncer de pele também atinge pessoas com menos de 30 anos, sendo um dos mais frequentes em adultos jovens, especialmente entre as mulheres. O melanoma também é 20 vezes mais frequente em pessoas de pele mais clara.

Entretanto, o risco é individual e pode ser afetado por uma série de outros fatores, como exposição ao sol – mesmo indireta – e histórico familiar. A verdade é que todos devem se cuidar. Pessoas com pele mais pigmentada têm um risco menor de melanoma nos locais mais comuns, mas qualquer um pode desenvolver esse tipo de câncer nas palmas das mãos, nas plantas dos pés e sob as unhas. Os melanomas nessas áreas são mais comuns em pessoas da etnia raça negra.

Como os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido evitando-se a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, quando os raios são mais intensos, uma vez que o maior fator de risco para o seu surgimento é a sensibilidade à radiação ultravioleta. Mesmo em outros períodos recomenda-se a utilização de proteção, como chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtros solares com fator de proteção 15 ou superior.

Fontes:

American Cancer Society
Instituto Nacional de Câncer
Portal Oncoguia

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