Melanoma

É Melanoma, e agora?

By novembro 13, 2018 No Comments

O melanoma é sim muito grave e o tipo menos comum, porém mais agressivo dentre todos os tipos de câncer de pele. A boa notícia é que, se detectado precocemente, ele tem mais de 90% de chance de cura.

Vamos entender um pouco mais sobre essa doença desconhecida e que gera tantos medos e dúvidas?

O melanoma é um tipo de câncer de pele que ocorre nas células chamadas de melanócitos, que são responsáveis por produzir a melanina, a substância que dá cor à nossa pele. Ele é diagnosticado após avaliação clínica, biópsia e análise anatomopatológico que determinará o tipo de tumor e o estadiamento da doença. Essas informações são importantes para determinar o tratamento adequado. Há diversos tipos clínicos de melanoma:

  • Melanoma extensivo superficial: é o tipo mais comum de melanoma representando cerca de 70% dos casos. Este tipo de melanoma cresce superficialmente por um longo tempo, entre um e cinco anos. Isso permite que o diagnóstico em sua fase mais precoce seja possível. Porém, se não for tratado, o crescimento passa a ser vertical, atingindo outras camadas da pele e favorecendo a disseminação da doença para outros órgãos;
  • Melanoma lentigo maligno: é considerada uma lesão não-invasiva, portanto, superficial (in situ). Representa 5% dos melanomas cutâneos e de 10% a 26% se localizam na região da cabeça e pescoço. O seu crescimento é lento e gradual, podendo permanecer superficial por vários anos. É preciso estar atento e não se descuidar, pois, caso não seja tratado, ele passa a ser invasivo e o risco de disseminação da doença passa a existir.
  • Melanoma nodular: corresponde de 15% a 30% de todos os melanomas diagnosticados. Infelizmente, é o tipo mais agressivo e tende a se espalhar mais rapidamente do que os outros subtipos da doença. As lesões são elevadas, bem delimitadas, com pigmentação marrom-avermelhada ou preta, mas também podem ser castanho claro ou incolor. Essas lesões podem sangrar, devido a sua superfície estar ulcerada.
  • Melanoma Acral ou Acrolentiginoso: atinge inicialmente as camadas mais superficiais da pele, especialmente palmas das mãos, solas dos pés e unhas, sendo o melanoma mais comum em negros, asiáticos e hispânicos. Muitas vezes, este tipo de melanoma é negligenciado, porque tende a parecer como um hematoma. Pode ser tratado com sucesso se diagnosticado precocemente.
  • Melanoma Amelanótico: é o melanoma com a falta de pigmentação. A lesão é rósea ou vermelha, podendo simular outras doenças de pele. As quatro principais variantes de melanoma cutâneo podem ser amelanóticas (melanoma disseminativo superficial, melanoma nodular, melanoma acrolentiginoso, lentigo maligno melanoma). O Melanoma Amelanótico é raro e representa de 2% a 8% de todos os diagnósticos de melanoma. Esta forma de melanoma torna o diagnóstico clínico e histopatológico mais difícil, mais tardio, piorando seu prognóstico. Por isso é fundamental o exame histopatológico de lesões suspeitas.

De maneira geral, os tipos mais fáceis de curar completamente são os que se desenvolvem nas camadas mais superficiais da pele. Quando o câncer começa a atingir camadas mais profundas ou outros órgãos, o tratamento é mais difícil e as chances de cura são menores em determinados tipos. Em casos mais raros, o melanoma também pode se desenvolver nas mucosas da vagina, esôfago, ânus ou intestinos e também nos olhos, sendo neste caso chamado melanoma orbital.

Conhecer os diferentes tipos de melanoma é o primeiro passo para aprender um pouco mais sobre a doença e já chegar no consultório médico bem informado. Se você conhece alguém que também passa pelo mesmo diagnóstico, compartilhe e divida essa informação. O conhecimento empodera!

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