Alerta para o câncer de pele

A exposição solar sem proteção aumenta o risco câncer de pele, pois desprotegida ela sofre agressões e alterações celulares que podem levar a enfermidade.

O câncer de pele corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que reforça o alerta para os malefícios do excesso de exposição solar à pele no próximo dia 11, data que celebra o Dia Mundial do Melanoma.

Qualquer célula que compõe a pele pode originar um câncer. Segundo a dermatologista da Clínica Sanlazzaro, Marta Machado Mascarenhas, que também é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia há, basicamente, dois grupos de cânceres de pele. “Os cânceres de pele não melanoma (como os carcinomas basocelulares e espinocelulares) e os melanomas. Também existem cânceres de pele relacionados a outros tipos de células, contudo, são bem mais raros”, explanou.

Ela explicou que, dentre os tipos, o melanoma é o mais perigoso. “É o câncer de pele com maior taxa de mortalidade, sendo considerado mais agressivo. Ele tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, até mesmo no cérebro e coração”, afirmou, observando que, os cânceres de pele não melanoma correspondem ao tipo de neoplasia mais comum na população, chegando a superar a incidência dos cânceres de mama e próstata. “Estão relacionados, principalmente, a exposição cumulativa a radiação solar. Originam-se de queratinócitos que são células da epiderme (camada mais superficial da pele)”, esclareceu.

A especialista ressaltou que, em contrapartida, os melanomas apresentam uma incidência menor, mas são mais agressivos, com maiores taxas de acometimento de órgãos internos e maior mortalidade. Originam-se dos melanócitos que são as células da epiderme que dão cor a nossa pele.  De acordo com ela, o melanoma vem aumentando a sua incidência com redução da gravidade ao diagnóstico ao longo dos últimos anos.

“Isso se deve a maior procura das pessoas ao dermatologista, além do diagnóstico mais precoce. Esse tipo de câncer de pele é mais comum nas mulheres e na faixa etária de 50-70 anos, contudo, existem vários casos diagnosticados em pessoas jovens. A associação do melanoma a cânceres de pele não melanoma chega a ser maior que 40%, demonstrando uma população que se expõe ou se expôs ao sol”, destacou.

Diagnóstico e tratamento

Após confirmação do diagnóstico, o paciente será submetido ao tratamento, que dependerá do tipo de tumor e será acompanhado regularmente pelo dermatologista para detecção de novos cânceres de pele que possam surgir. O autoexame da pele é fundamental para detectar precocemente a doença, tanto o melanoma quanto o não-melanoma.

“Os cânceres de pele podem se apresentar como manchas, nódulos, pequenos caroços e até placas. Podem ulcerar e sangrar. Devemos ficar atentos ao surgimento de novas lesões na pele, bem como à modificação das mesmas. Ou seja, se está crescendo, mudando de cor ou ferindo é importante procurar um dermatologista para realização do exame dermatológico e dermatoscopia”, sugeriu Marta Machado Mascarenhas.

Segundo a médica, é importante o uso de filtro protetor solar diariamente, mesmo que  não se exponha diretamente ao sol. “A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que repasse o filtro a cada 3 horas durante o dia. Também devem-se usar medidas de proteção física como chapéus, bonés, camisas de proteção UV e óculos escuros. Outro ponto importante a destacar é a realização do auto-exame da pele. As pessoas devem ter o hábito de observar suas manchas e pintas regularmente e observar modificações. Sinais de alerta (ABCD do melanoma): A (assimetria), B (bordas irregulares), C (cores variadas), D (diâmetro > 6 mm)”, explicou.

Para a especialista, o melhor tratamento para o câncer de pele ainda é a prevenção. “Exponha-se ao sol de forma consciente, evitando exageros e usando as medidas de proteção adequadas. Tenha o hábito de avaliar a sua pele e ir regularmente ao dermatologista, pois a detecção precoce reduz substancialmente o risco de metástases e, por conseguinte, a mortalidade relacionada aos cânceres de pele”, declarou.

Fonte: Tribuna da Bahia

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